Construção Segura

A indústria da construção é reconhecida em todo o mundo como uma das mais perigosas, especialmente, para acidentes fatais de trabalho. De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a cada ano ocorrem pelo menos 60 mil acidentes fatais na construção em todo o mundo, com um óbito a cada 10 minutos, sendo que um de cada seis acidentes fatais de trabalho é no segmento.

Diante desse cenário, é de extrema importância o aprimoramento contínuo das legislações e a conscientização de trabalhadores e empresários para tornar os canteiros de obras mais seguros. Nesse sentido, o Centro de Inovação SESI em sistemas de gestão em SST  iniciou o desenvolvimento do programa “Gestão de Projetos BIM em SST”, que permitirá pensar em saúde e segurança do trabalho no momento em que a obra está sendo projetada.

Segundo a diretora de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi, Adriana Rossignoli Sato, a ideia de criar o software surgiu durante um evento promovido pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). “Identificamos a dificuldade de desenvolvimento de projetos de arquitetura e construção nos quesitos relacionados à saúde e segurança do trabalho”, recordou.

Ela acrescenta que foi nesse momento que percebeu a necessidade de criar um software que apresentasse aos empresários, ainda durante o planejamento da construção, quais os equipamentos de segurança que serão essenciais aos operários que atuarão nos canteiros de obras. “O resultado será um número menor de acidentes de trabalho, além de maior produtividade, menor custo e cumprimento de prazos nas obras”, analisou.

O BIM – O BIM (Building Information Modeling), que em português significa Modelagem da Informação da Construção, é um modelo que integra informações sobre todo o ciclo de vida da obra e sobre todas as etapas e componente de cada parte de uma construção, permitindo o acesso e a colaboração por parte de todos os profissionais envolvidos.

“Nosso projeto então é fazer a parte de proteções coletivas de uma obra toda no BIM porque hoje essa questão é um pouco negligenciada pelas empresas. Geralmente, a preocupação com a proteção dos trabalhadores acontece na hora da obra, sem uma antecipação ao que precisa ser feito. Então o software fará a antecipação das proteções coletivas com o BIM”, reforça a diretora de SST do Sesi, acrescentando que atualmente não existe nenhum programa que faça isso em todo o mundo.

O gerente de tecnologia em SST do Sesi, Ricardo Egídio dos Santos Junior, reforça que o software ainda levará alguns meses para ser concluído e que deverá trazer grandes vantagens para todos os profissionais da construção civil. “O BIM já existe e a principal vantagem é que vários profissionais podem trabalhar no projeto ao mesmo tempo, utilizando o mesmo arquivo, adicionando os dados que competem à sua especialidade e vendo as atualizações no modelo em tempo real. Mas com o nosso software teremos ainda mais vantagens”, pontuou.

Ainda de acordo com ele, o novo programa irá apresentar os requisitos de saúde e segurança do trabalho ainda em fase de projeto, sendo possível antecipar os riscos ocupacionais. “É muito comum pensar em toda a obra e deixar a parte de segurança coletiva de lado. Ela só é pensada, de fato, depois que a obra começa. Com esse software que o Sesi está desenvolvendo, será calculado, por meio de um algoritmo, qual o melhor equipamento de segurança ideal para cada obra”, garante.

Confira a matéria publicada na revista da MS Industrial, em sua edição de nº 94, páginas 60-61:

Revista MS Industrial

Acesse: Inovacaosesi.org.br

 

 

 

 

 

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