Análise Ergonômica do Trabalho: Organização do Trabalho e Fatores Psicossociais

Na sociedade moderna, os trabalhadores são constantemente desafiados a se adaptarem às novas tecnologias na tentativa de se manterem atualizados perante um mercado cada vez mais restritivo e competitivo. Desta forma, o avanço tecnológico, o aumento da competitividade, a pressão de consumo, a busca da qualidade, a ameaça de perda do emprego e outras dificuldades do cotidiano, tornam cada vez mais a vida dos trabalhadores repleta de incertezas. Diante dessas situações, o ser humano encontra-se envolvido em um processo complexo e dinâmico que afeta suas condições somáticas, seus processos cognitivos e emocionais.

Exige-se do trabalhador um aumento da produtividade que é alcançado, por meio da intensificação do ritmo de trabalho. Esta intensificação desconsidera a variabilidade do ritmo, os aspectos anatômicos, fisiológicos e cognitivos humanos. As relações de trabalho são cada vez mais competitivas e destroem processos de cooperação, relações de confiança e solidariedade, que protegiam psiquicamente as pessoas. Os trabalhadores vivem cada vez mais em situações estressantes, pressionados pelas exigências de produtividade, qualidade, atualizações, conflitos com a chefia, falta de dinheiro, problemas familiares, ameaça de perda de emprego e outras dificuldades do dia a dia.

O planejamento de uma organização do trabalho é desenhado visando à economia de movimentos e o aumento da produtividade, muitas vezes deixando para um segundo plano o impacto na subjetividade do trabalhador dessa forma de organização do trabalho.

Todo este contexto de mudanças na organização do trabalho e novas formas de trabalho leva a um desgaste mental e emocional dos indivíduos, aumentando os fatores estressores no ambiente de trabalho e outros fatores e riscos psicossociais.

A Norma Regulamentadora nº 17, em seu Item 17.6, define que a organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. A organização do trabalho, para efeito da NR 17, deve levar em consideração, no mínimo:

  1. a) as normas de produção;
  2. b) o modo operatório;
  3. c) a exigência de tempo;
  4. d) a determinação do conteúdo de tempo;
  5. e) o ritmo de trabalho;
  6. f) o conteúdo das tarefas.

Em síntese, a análise ergonômica deve colocar em evidência os fatores que possam levar a uma sub ou sobrecarga de trabalho (física ou cognitiva) e suas consequentes repercussões sobre a saúde, estabelecendo quais são os pontos críticos que devem ser modificados. A análise deve levar em conta a expressão dos trabalhadores sobre suas condições de trabalho e que para transformá-las positivamente é preciso agir, quase sempre, sobre a organização do trabalho.

Nesse sentido, o Centro de Inovação SESI em Fatores Psicossociais desenvolveu um instrumento para identificar os fatores psicossociais durante a realização da Análise Ergonômica do Trabalho (AET), a fim de melhorar e ampliar a análise da organização do trabalho, em todos os seus aspectos. Sendo assim, a AET elaborada pelos técnicos do SESI, irá contemplar os fatores psicossociais e possibilitará a sugestão de melhorias mais assertivas nessa temática.

O PsicoErgo é uma solução que identifica os fatores psicossociais na Análise Ergonômica do Trabalho (AET) de forma quantitativa e qualitativa para que sejam promovidas melhorias de forma mais assertiva. É uma solução decorrente da demanda do eSocial, o qual prevê que os riscos psicossociais levantados pela Análise Ergonômica do Trabalho (AET) devam ser identificados e informados.

Saiba mais sobre esta e outras soluções em Fatores psicossociais, por intermédio da Plataforma Nacional de Soluções SESI – http://inovacaosesi.org.br/solucao/psicoergo/  e inscreva seu desafio!

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2 Comments

  • Walkiria Finger Costa disse:

    Uma abordagem diferenciada da ergonomia, com ampliação da visão para outras esferas, é de suma importância para se compreender a abrangência desta temática em dimensões complementares que impactam a qualidade de vida e consequentemente o desempenho dos profissionais da indústria e demais setores produtivos. A partir desta compreensão pode-se planejar e agir mais assertivamente nos riscos ambientais inerentes e nos fatores preventivos. O artigo apresenta um foco estratégico e informações adicionais pertinentes. Parabéns!

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