Exposição ocupacional: desafios atuais e futuros

Um dos principais paradigmas da higiene ocupacional que norteia as ações de prevenção e remediação é o conceito de risco que uma atividade ou agente pode ter. Conceitualmente é muito comum confundir “risco” com “perigo”, embora ambos os termos tenham significados bem distintos. O “perigo” é na verdade qualquer coisa, seja ele um agente físico, químico ou biológico, ou conjunto de circunstâncias, que possa causar dano a um indivíduo; enquanto que “risco” é definido como a probabilidade, ou chance de um “perigo” levar ao dano. Assim, por definição, um “perigo” não terá nenhum risco, a não ser que o indivíduo seja exposto o suficiente para que o agente leve a um desfecho prejudicial.

Uma vez que o perigo, em geral, é uma variável não controlável, o controle do risco ocorre pela limitação da exposição ao agente estressor de diferentes formas: a exposição pode ser limitada na fonte, na trajetória ou diretamente no indivíduo. Nas últimas décadas, o progresso tecnológico permitiu grandes avanços na proteção ao indivíduo tanto pela utilização de agentes químicos mais seguros quanto pela otimização de processos e redução no uso de substâncias perigosas. Entretanto, ainda estamos longe da condição em que a exposição a agentes perigosos seja nula. Por isso, medidas de controle da exposição ao agente estressor tem sido cada vez mais presentes e eficientes. Vale notar que a relação entre o risco e a exposição não é necessariamente linear. Atualmente, a partir dos conceitos de exposômica tem-se explorado as relações de risco ocupacional a partir de informações mais integrais da exposição.

No ambiente ocupacional, minimizar os riscos de atividades, processos ou exposição a agentes químicos de alta periculosidade é feita em geral de maneira preventiva. Entretanto, medidas preventivas só podem ser adotadas quando o perigo é conhecido, avaliado e identificado dentro do processo. Historicamente, o desconhecimento da periculosidade de certas substâncias químicas levou ao aparecimento de doenças, como câncer. Hoje em dia, o progresso científico que possibilitou identificar e até mesmo antecipar os riscos de exposições ocupacionais norteou o desenvolvimento de leis e regulamentações de proteção ao trabalhador. Entretanto, existem ainda desafios a serem transpostos nas atividades ocupacionais de hoje em dia, como a exposição ocupacional a substâncias carcinogênicas; e desafios que virão na indústria do futuro, como a exposição a nanocompostos e nanopartículas.  

O CIS de Higiene Ocupacional desenvolveu algumas soluções em resposta aos desafios existes e às necessidade futuras, como por exemplo o desenvolvimento de biomarcadores para identificação antecipada à riscos químicos no ambiente industrial.

Saiba mais sobre o CIS de Higiene Ocupacional e suas soluções, por meio da plataforma nacional de soluções SESI – http://inovacaosesi.org.br/solucao/desenvolvimento-de-novo-biomarcador-de-alta-sensibilidade-para-avaliar-exposicao-a-btex-benzeno-tolueno-xileno-e-etilbenzeno/

 

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