Benefícios tangíveis e intangíveis do investimento em saúde e segurança

Os Programas de Promoção da Saúde e Qualidade de Vida devem ser percebidos como estratégicos para a organização. Investir em programas estruturados, com indicadores claros, mensuração de impacto financeiro e valor, é primordial nos dias atuais e de acirrada competitividade.

Devido à necessidade de atrair e manter talentos, otimizar investimentos em saúde e reduzir custos evitáveis, as organizações precisam investir em programas, mas sempre de forma assertiva. Em muitos casos, além da remuneração, a permanência de talentos numa organização está aliada ao estilo de vida e ao bem-estar que encontram em seu dia a dia de trabalho. Promover a qualidade de vida como valor na organização é um investimento estratégico nos dias atuais.

Segundo a OMS, a qualidade de vida no trabalho:

representa a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, no contexto de sua cultura e sistema de valores em que ele vive em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e conceitos. Trata-se de um conceito amplo, que inclui a saúde física, o estado psicológico, as crenças pessoais, as relações sociais e suas relações com o ambiente. (CHIAVENATO, 2014, p. 154).

Percebemos no conceito acima, que a qualidade de vida envolve um escopo abrangente, cujos investimentos econômico e financeiro se fazem necessários, conforme a capacidade da empresa. Quando bem realizadas, as ações podem abranger duas necessidades:

1      A necessidade dos trabalhadores por um ambiente que proporcione bem-estar e satisfação, motivando-os para dar os melhores resultados.

2      A necessidade das empresas em potencializar sua produtividade e reduzir os custos com acidentes, absenteísmo, impostos e seguros saúde.

O problema é que, muitas empresas não conseguem perceber o valor do investimento em qualidade de vida e consideram “custos desnecessários”, porém elas precisam entender que desprendem muito mais esforço e capital devido ao não investimento. Trabalhadores motivados, saudáveis e capacitados são muito mais produtivos e inovadores e podem potencializar e retornar o capital neles investidos. O investimento em qualidade de vida pode resultar em elevação da motivação para o trabalho, adaptabilidade para mudanças, aumento da criatividade e vontade de inovar, agregando, assim, um maior valor para a organização em que trabalha.

Os programas de promoção da saúde dentro das empresas são uma oportunidade de desenvolver a saúde corporativa e individual dos funcionários. O local de trabalho também é visto como um espaço para promoção e manutenção da saúde, pois como citado na Constituição da Organização Mundial de Saúde (1946), saúde é a condição em que um indivíduo, ou grupo de indivíduos, é capaz de realizar suas aspirações, satisfazer suas necessidades e mudar ou enfrentar o ambiente. A saúde é um recurso para a vida diária, e não um objetivo de vida.

Pessoas saudáveis são fundamentais para as organizações. Segundo Chiavenato (2014, p 104):

as organizações não existem sem as pessoas. Apesar de todos os seus recursos organizacionais – como máquinas, equipamentos, instalações, capital financeiro, tecnologias -, as organizações se baseiam em pessoas para poderem operar e funcionar adequadamente em um ambiente competitivo e carregado de oportunidades e ameaças. Na verdade, as pessoas são o começo, o meio e o fim das organizações. São elas que fundam e iniciam as organizações; são elas que impulsionam; e também são elas que levam as organizações ao sucesso ou à bancarrota, dependendo da sua atuação positiva ou negativa, cooperativa ou conflitiva.

Segundo Lang (2017), a redução dos riscos para a saúde e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores estão intrinsecamente ligadas à implementação de programas e políticas eficazes no local de trabalho. A manutenção da saúde dos funcionários impacta na redução de custos institucionais com assistência médica e com o absenteísmo, em contrapartida reflete no aumento na produtividade. Essas são algumas das vantagens que a empresa alcança ao implementar um programa de promoção da saúde. Vale ressaltar que os custos com absenteísmo também englobam as horas extras reduzidas para cobrir o funcionário ausente e as horas de treinamento de colaboradores para substituição.

Para se instituir um programa de promoção da saúde na empresa, antes de tudo, é necessário conhecer o perfil de saúde dos funcionários, bem como os riscos ocupacionais que a atividade expõe. Esse levantamento de informações irá nortear a escolha de programas que serão implementados para que seja alcançada uma real eficácia nas ações, direcionando os esforços para uma causa justificada. Assim, o ponto de partida é padronizar na instituição o conceito do programa que será executado e entender os motivos pelos quais serão usados recursos financeiros, humanos, logística e instalações para a iniciativa. (SIMURRO; OGATA, 2015).

Frente ao empregador, é necessário que o agente ou o setor responsável pela promoção da saúde da empresa argumente a implementação dos programas. Gerenciamento de custos, produtividade, redução da sinistralidade e um bom lugar para se trabalhar são justificativas relevantes. (LANG, 2017).

Até pouco tempo atrás, o motivo de implementação de programas de saúde pelas empresas era o fato de ser a coisa certa a se fazer. Hoje, frente à realidade econômica e social, a aplicação e implementação dos programas precisam apresentar objetivos bem definidos e possuir um planejamento bem estruturado. (SIMURRO; OGATA, 2015).

Em um artigo publicado nos Estados Unidos, partindo da revisão de diversos estudos sobre programas de saúde no local de trabalho apresentou que, quando bem implementados, os programas de saúde podem levar a 25% de redução dos custos das empresas com sinistralidade de planos de saúde, assistência médica, causas trabalhistas e absenteísmo. (CHAPMAN, 2005).

A integração dos programas de promoção da saúde com os programas de saúde e segurança pode potencializar o sucesso das ações e aumentar a participação ativa dos funcionários, evitando ações pontuais e individuais, abrangendo a organização de forma ampla.

Em resumo, as decisões relativas à saúde, segurança e qualidade de vida no trabalho, bem como a escolha e o acompanhamento de indicadores de impacto relativos ao tema, devem ser elevados a uma posição estratégica nas empresas, para que se perceba o valor desses investimentos.

O CIS de Economia para saúde e segurança lançou da solução “Workshop para líderes”, que explora conteúdos relacionados a gestão dos custos com saúde e segurança e seus impactos, através de uma metodologia que envolve os diferentes níveis de liderança da empresa.

Fique por dentro desta e demais soluções, por meio do link: http://inovacaosesi.org.br/solucao/workshop-para-lideres-o-impacto-da-gestao-dos-custos-com-saude-e-seguranca/ .

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