Conheça mais sobre o Centro de Inovação SESI em Estilo de Vida e Saúde

No Brasil, os custos privados relacionados  à saúde somaram R$ 314,6 bilhões ou 57,6% do total dos gastos com saúde no país, em 2015 (IESS, 2015).

Já nos EUA, 2014, com um gasto total de saúde per capita de U$ 9402,4 ficaram em primeiro lugar no mundo para despesas com saúde como porcentagem do produto (17,1%). No entanto, o sistema de saúde dos EUA concentrou-se principalmente em descobertas de drogas e doenças tratamento, em vez de prevenção. Doenças crônicas como doença cardiovascular (DCV) e câncer são as mais comuns e dispendiosos de todos os problemas de saúde, mas sabe-se amplamente evitáveis (Wolfenden, et al).

Ainda, tem sido amplamente reconhecido que estilos de vida não saudáveis são os principais fatores de risco – FRs para vários Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DCNTs e morte prematura. Mais de duas décadas atrás, inúmeros pesquisadores e atores do sistema de saúde norte americano alarmavam para que as principais políticas de saúde enfatizassem a redução estilos de vida não saudáveis (Wolfenden, et al).

As transformações epidemiológicas e demográficas no Brasil, impactam em 38,8% dos anos perdidos por incapacidades ou morte precoce (Disability Adjusted Life Years – DALYs).  A dieta inadequada lidera o ranking de Fatores de Riscos para DCNT – Brasil e UF. O fator de risco concernente à inatividade física demonstrou crescimento, segundo ranking, ensejando que tal risco seja priorizado, enquanto FR modificável (MALTA, et al, 2015).

Nesse contexto, compreende-se que o ambiente de trabalho é lócus oportuno para realização de análises quanto à saúde, principalmente considerando a estratégia de se comparar com estudos e pesquisas populacionais em que a pauta seja saúde, proporcionando maiores informações para a tomada de decisão e formulação de programas de promoção da saúde e prevenção de doenças pelos gestores de saúde ocupacional, inclusive atentando-se para os fatores de riscos comportamentais.

Frente a este cenário  e considerando que as DCNTs se tornaram a principal causa de morte em todo o mundo, sobretudo justificados pelos fatores de riscos relacionados ao estilo de vida não saudável, como alimentação inadequada e inatividade física, o SESI, por meio do Centro de Inovação SESI – Estilo de Vida e Saúde visa:

alcançar índices de melhoria no estilo de vida dos trabalhadores da indústria por meio de aspectos comportamentais, tais como: padrões de consumo, rotinas, hábitos, entre outros, que influenciem os indicadores de segurança e saúde do trabalhador.

Focando em soluções para o controle dos fatores de risco para condições crônicas, por meio da alimentação saudável e da atividade física, alinhada com as estratégias do setor industrial brasileiro, o Centro de Inovação SESI – Estilo de Vida e Saúde apresenta-se como ator nesse processo de enfrentamento das DCNTs.

Este centro buscará soluções para a prevenção das doenças crônicas, por meio da gestão dos fatores de risco para que os trabalhadores mantenham sua capacidade funcional, tenham melhor qualidade de vida, utilizem menos o sistema de saúde e contribuam para a competitividade das empresas, particularmente do setor industrial.

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Referências:

IESS. Texto para Discussão n° 72 – 2018. O Setor de Saúde na Perspectiva Macroeconômica. Período 2010 – 2015. Rio de Janeiro, 2015.

Wolfenden L, Goldman S, Stacey FG, Grady A, Kingsland M,Williams CM,Wiggers J, Milat A, Rissel C, Bauman A, Farrell MM, Légaré F, Ben Charif A, Zomahoun HTV, Hodder RK, Jones J, Booth D, Parmenter B, Regan T, Yoong SL. Strategies to improve the implementation of workplacebased policies or practices targeting tobacco, alcohol, diet, physical activity and obesity (Review). The Cochrane Collaboration. Published by John Wiley & Sons, Ltd. 2018.

Malta, DC., Felisbino-Mendes, MS., Machado, IE., Passos, VMA., Abreu, DMX., IshitaniI, LH., Velásquez-Meléndez, GI, Carneiro, M., Mooney, M., Malta,  MN. Fatores de risco relacionados à carga global de doença do Brasil e Unidades Federadas, 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2015.

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