Tecnologias para Saúde: tecnologias estimulam hábitos seguros e saudáveis dentro e fora das empresas

Capacetes, sensores e internet. Uma combinação inusitada compõe um rigoroso monitoramento de segurança dos trabalhadores da construção. Trata-se da plataforma pioneira Seif (Segurança, Informação e Formação) desenvolvida por meio da internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) pelo Centro de Inovação SESI Tecnologias para a Saúde, em Santa Catarina.

No momento, a construtora catarinense Dimas é uma das empresas que usa a Seif. A ferramenta permite que um sensor instalado nos capacetes dos funcionários envie informações online para os responsáveis pela segurança no canteiro de obras. É possível ver quem, por exemplo, está usando os equipamentos de proteção individual completo ou quem se coloca em risco acessando áreas não-autorizadas.

O gerente técnico da empresa, George Vandresen, explica que, desde novembro do ano passado, os funcionários envolvidos na construção de um complexo residencial em Florianópolis recebem orientações sobre segurança no canteiro de obras por meio de um totem. Essa é a primeira etapa.

“O próximo passo será o uso de capacetes com sensores para que possamos monitorar o acesso dos trabalhadores nos diversos espaços da construção e evitar a circulação de profissionais em áreas não-autorizadas”, conta Vandresen.

Ao monitorar em tempo real o status de segurança dos trabalhadores em campo, a empresa verifica o cumprimento das legislações de segurança e saúde no trabalho, evita multas e, o mais importante, preserva vidas. Outro ponto importante é na melhoria do ambiente de trabalho. A maneira como as empresas lidam com a saúde e segurança do trabalhador tem impactos diretos na produtividade e no engajamento dos funcionários. Por isso, o empenho do SESI em criar ferramentas que auxiliem as indústrias nesse desafio

O coordenador do Centro de Inovação SESI Tecnologias para a Saúde, Eloisio Bergamaschi, conta que a persistência e o método científico foram fundamentais para se identificar, testar, selecionar e avaliar a solução. Ocorre que a primeira a usar a plataforma foi a Pasqualotto&GT, que concluirá, em 2020, um complexo residencial composto por duas torres de 81 andares, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. “A coragem dos pesquisadores em acessar áreas de alto risco em grandes alturas foi fundamental”, elogia.

Em dezembro de 2018, a solução venceu o 22º Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade na categoria Tecnologias de Informação para a Construção. Além disso, outros setores, como mineração e siderurgia, têm interesse na inovação.

NOVOS HÁBITOS – Aos 33 anos e acima do que considerava seu peso ideal, Leiliane era sedentária e alimentava-se mal. Essa fase acabou no fim do ano passado, quando a empresa onde trabalha, a indústria têxtil Daniela Tombini, de Caçador (SC), adotou o aplicativo Guidoo. O aplicativo permite o acompanhamento individual dos usuários por um profissional especializado em coaching de saúde e bem-estar, que atua como um guia de incentivo à mudança de comportamentos.

Leiliane e outros 45 trabalhadores da indústria concordaram em participar dos testes do aplicativo, que aparentemente pareciam simples. Eles foram divididos em três equipes e tinham que postar fotos de pratos coloridos com verduras e legumes e atividades físicas com familiares e amigos. Em dois meses, ela perdeu três quilos e conquistos novos hábitos.

“Gosto de ser desafiada e isso fez com que me sentisse envolvida e comprometida com os resultados”, declara Leliane. “Até um parque muito bom que temos no município de Caçador (SC) passou a ser um lugar frequente para meus passeios com o namorado e amigas.”

 Passada a fase de teste, Leliane continuou se alimentando de forma mais adequada, bebe mais água durante o dia e frequenta a academia. Ela, que é cronoanalista – profissional responsável pelos tempos e métodos de produção – , diz estar mais disposta, inclusive, para o trabalho. Para a gestora de Recursos Humanos da empresa, Idiane Tomazini, além de criar hábitos saudáveis dos trabalhadores, o Guidoo contribuiu para melhorar a interação entre eles, que se tornou mais divertida. “Isso contribui para a melhoria do ambiente de trabalho”, diz.Além dos desafios entre participantes, o aplicativo permite o acompanhamento individualizado dos usuários por um profissional especializado em coaching de saúde e bem-estar, que atua como um guia de incentivo à mudança de comportamentos. Novas tecnologias como o Guidoo, desenvolvidas no Centro de Inovação SESI Tecnologia para a Saúde, localizado em Florianópolis (SC), podem estimular o auto-cuidado com a saúde e criar mais disciplina na adoção de hábitos saudáveis.

 ATENDIMENTO NACIONAL – O Centro de Inovação SESI em Tecnologias para a Saúde integra a rede de nove centros do Serviço Social da Indústria (SESI) voltados à pesquisa e desenvolvimento de soluções em segurança e saúde na indústria. Atua nacionalmente e, em apenas dois anos, já testou dez projetos piloto em parceria com mais de 20 empresas de diferentes portes e segmentos. Também mantém parceria com instituições internacionais e nacionais de pesquisa e os demais centros da rede.“Temos projetos em várias esferas tecnológicas, de robótica colaborativa à machine learning, realidade aumentada e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), com foco na promoção de saúde, de hábitos saudáveis, de comportamento seguro e de prevenção e predição de incidentes e acidentes”, afirma Bergamaschi.

Instalado no Instituto da Indústria, no Sapiens Parque, bairro de Canavieiras, em Florianópolis, o Centro de Inovação possui uma equipe formada por especialistas nas áreas de segurança no trabalho, nutrição, medicina de precisão, biotecnologia, psicologia, gestão de projetos e gestão administrativa e financeira. Dispõe também de uma infraestrutura que inclui laboratórios e equipamentos de ponta.

INOVAÇÃO PARA A INDÚSTRIA – Nessa “fábrica” de inovações, de onde saíram o Guidoo e o SEIF, novas soluções estão sendo produzidas. Há um projeto de aplicativo relacionado à avaliação nutricional, outro de inteligência artificial para predição de reclamações trabalhistas, e um de realidade aumentada para correção postural e ergonômica, entre outros.

“Estamos finalizando o projeto referente ao sensoriamento de guarda-corpo, que permitirá o monitoramento dessas proteções coletivas em tempo real, indicando para as equipes de segurança se os guarda-corpos estão no lugar ou se foram removidos. Com isso, evitam-se possíveis acidentes, preservando o que existe de mais importante: a vida do trabalhador”, completa Bergamaschi.

Interessados nas tecnologias Guidoo e SEIF ou desenvolver novos projetos tecnológicos para desafios de segurança e saúde podem solicitar pela Plataforma Nacional de Soluções SESI.

Onde fica: Florianópolis (SC)

O que faz: Pesquisa e implementa soluções tecnológicas customizadas para a melhoria na saúde e segurança dos trabalhadores, redução de custos e o crescimento de produtividade.

Instituição parceira: Universidade Stanford – Estados Unidos

Principais soluções:

SEIF – Segurança, Informação e Formação: esta plataforma de monitoramento e gestão de segurança no trabalho permite que gestores, equipes e responsáveis pela segurança acompanhem em tempo real o status de segurança dos trabalhadores em campo, por meio de aplicativo conectado aos capacetes dos funcionários. Dessa forma, podem verificar o cumprimento das legislações de segurança e saúde no trabalho vigentes, evitando e prevenindo acidentes, multas e eventuais reclamações trabalhistas e favorecendo aumento de produtividade e redução de custos. É aplicável a empresas de diversos setores e porte.

Guidoo – Plataforma de promoção da saúde e bem estar: por meio de um aplicativo visualmente atrativo e intuitivo, o trabalhador pode inserir dados sobre estilo de vida e receber uma série de estímulos para promover mudanças, no dia a dia, em relação a hábitos alimentares, atividade física, equilíbrio emocional, relacionamentos e prevenção de doenças. Ao mesmo tempo, na web, a empresa pode ter um painel com a visão geral da saúde de seus colaboradores. O objetivo é manter o trabalhador mais saudável, reduzir em médio prazo os custos da indústria com tratamento de doença e afastamentos.

Fonte: Agência CNI de Notícias

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