Value on Investment VOI – O valor em saúde como estratégia para promover ambientes de trabalho saudáveis

Cada vez mais os investimentos em saúde tornam-se parte da boa gestão, mostrando a todos os stakeholders que o bem-estar dos funcionários influenciam nos resultados da empresa e esse valor agregado é um diferencial para a competitividade.

O valor de mercado de uma empresa é resultado da soma dos seus ativos tangíveis e intangíveis. Os ativos intangíveis em particular têm crescido em importância na formação desse valor, essa valorização, por sua vez, pode ser derivada da crescente importância que os investidores passaram a atribuir aos ativos intangíveis como a marca, a inovação, os ativos humanos, entre outros. (KAYO et al, 2006).

Fonte: KAYO et al, 2016

Roemer e Goetzel (2017) em sua análise sugerem que diferentes ativos intangíveis influenciam o valor da empresa e classifica que o valor sobre o investimento (VOI) pode ser medido em quatro grandes categorias:

Fonte: ROEMER e GOETZEL, 2017

A abordagem do VOI requer das empresas uma avaliação da saúde organizacional, além do ato de medir individualmente a saúde dos trabalhadores. Há uma outra perspectiva quanto à importância da implementação dos programas de saúde, pois é possível reconhecer alavancas e oportunidades de ações que maximizam a geração e proteção de valor dos bens e da relação entre o funcionário e a empresa, aumentando a saudabilidade como todo e extrapolando o foco de cortar custos. (FILHO et al, 2017). 

Estudos recentes nos trazem novas percepções quanto ao retorno desses investimentos. Pesquisadores da Universidade de John Hopkins no Estados Unidos, demonstraram que empresas que possuem excelência em programas de saúde comparadas com outras, apresentaram ao longo de anos melhor desempenho na bolsa de valores. Outro estudo complementa, empresas que investiram em uma cultura de saúde internamente tiveram maior desempenho no preço das ações comparadas com empresas que dirigem seus investimentos em culturas externas de saúde. (GOETZEL et al 2016, 2019)

Programas com base somente normativa, pontuais e não estruturados muitas vezes não apresentam retorno significativo, já aqueles que se tornam parte da estratégia e da missão da empresa, irão influenciar a longo prazo na cultura de saúde, fortalecendo práticas de hábitos de vida saudáveis, maior engajamento, retenção de talentos, dentre outros benefícios, resultando não só em um ROI positivo, mas em valor. (FILHO et al, 2017).

Partindo dessas premissas é preciso trabalhar em um modelo não só econômico, mas que avalie de forma integral essas ações dentro da empresa, inovando em metodologias que considerem a percepção dos usuários, resultados dos programas implantados e que possam dar suporte para futuras ações em saúde, segurança e qualidade de vida mais assertivas e eficazes.

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Autora:

Caroline Diniz Figueiredo, Enfermeira do trabalho do Centro de Inovação SESI em Economia para Saúde e Segurança.

Referências:

FILHO, Francisco Claudio Patrício Moura et al. In: OGATA, Alberto José Niituma (Org.). Inovação para a saúde, qualidade de vida e segurança nas empresas brasileiras. Temas avançados em qualidade de vida. São Paulo: Midiograf, 2017. v. 6.

GOETZEL et al. The Stock Performance of C. Everett Koop Award Winners Compared With the Standard & Poor’s 500 Index. JOEM, v.58, n.1, January, 2016.

GOETZEL et al. The Stock Performance of American Companies Investing in a Culture of Health. American Jornal Of Health Promotion. January, 2019.

KAYO, Eduardo Kazuo et al. Ativos Intangíveis, Ciclo de Vida e Criaçăo de Valor. RAC, v. 10, n. 3, Jul./Set. 2006.

ROEMER; Enid Chung; GOETZEL, Ron Z. Construindo uma cultura de saúde: movendo–se do ROI em direção ao VOI. In: OGATA, Alberto José Niituma (Org.). Temas avançados em qualidade de vida. São Paulo: Midiograf, 2017. v. 5.

 

 

 

 

 

 

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